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terça-feira, 5 de janeiro de 2010

primeiros filmes

ah sim, desde ontem queria fazer uma listinha com os primeiros filmes que vi em 2010.

1- A razão do meu afeto
2- Mentiras sinceras
3- Nunca fui beijada
4- Dois é bom, três é demais

Vale ressaltar que os dois primeiros eu sempre quis ver, e por coincidência, estavam passando na tv fechada no final de semana. O terceiro filme eu vi por falta de opção e nunca tinha visto, por incrível que pareça e achei simplesmente normal. Talvez amasse na minha adolescência, mas estou velha para isso.

Queria falar mesmo é sobre o último. Nunca gostei de comédias razoalvemente idiotas. Só comédias MUITO idiotas e dramas muito fortes. Só escolhi ver esse filme porque a insônia atacou e porque achei que Matt Dillon seria um bom colírio. Matt Dillon estava horrível, com uma franja horrenda e totalmente longe da cara malvada sexy que tinha em Crash. Tava mais para um tio tedioso.
O filme é horrível. É uma mistura de comédia com drama e você não sabe o que sente. Primeiramente porque aquela história de Dupree chegando na casa e super conquistando a Molly é sem noção e sem propósito algum, não entendo como Michael Douglas se propõe a fazer um papel ridículo e tão sem graça. Sinceramente, se esse não for o pior filme de 2010, é um dos piores.

Soundtrack: Oasis - The Importance Of Being Idle.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um namorado para minha esposa

Ontem, eu e minhas amigas marcamos um cinema para hoje. Enquanto olhavamos os filmes, nada parecia interessante. E o que parecia muito bom, ou era de noite ou era de manhã, e nós queríamos algo pela tarde. Acabamos escolhendo, meio sem certeza e com nenhuma vontade, o filme argentino "Um Namorado para Minha Esposa" de Juan Taranto.
Decidi ler umas críticas na internet para já ir ver o filme preparada, mas nenhuma era interessante e acabei desanimando.

Hoje, cheguei no cinema atrasada e não comi nada. Fiquei pensando que na parte mais chata do filme eu iria sair e compraria algo para comer. Não consegui sair.


Nos primeiros 15 minutos vemos a relação de Tana e Tenso. Uma relação como qualquer outra e que não foge da realidade nem do que os outros filmes sobre crises conjugais retratam. Depois dos 20 minutos, o filme se torna mágico. Justamente!
Primeiramente, ao ver a primeira cena do filme, gostei bastante porque achei a tela bem colorida, coisa que não vemos nos filmes hollywoodianos que geralmente são tão escuros que mal conseguimos ver os objetos.
Tenso quer se separar de Tana, que só reclama reclama reclama e reclama. Não trabalha e sempre diz que não fez algo porque não tem tempo. Apesar de que suas tarefas domésticas ela cumpre. Sempre que Tenso chega em casa, ela o chama para jantar, mesmo que no jantar reclame o tempo todo. Tenso precisa desesperadamente se divorciar e enquanto fala com seus amigos, recebe a indicação de Flores. Um homem, experiente no assunto, que é contratado para que conquiste a mulher do homem que fez a "encomenda" e a mulher peça o divórcio.

Tenso faz o contrato com Flores e o mesmo sugere que Tana arranje um emprego, já que se ela ficasse em casa ele não poderia atuar. Tenso consegue um emprego para ela numa pequena rádio do seu amigo. Tana começa a trabalhar, o programa se foca nas coisas que ela detesta e nas suas reclamações. A partir daí, vemos uma Tana menos reclamona, que passa ver as coisas boas da vida e que fica cada vez mais íntima de Flores.
Daí em diante, Tana fica maravilhosamente linda e encantadora (ótimo como a atriz mudou da água para o vinho) e não tem como não se apaixonar por ela. Qualquer telespectador fica encantado com Tana, ela dançando e cantando música brega argentina é lindo.
Com toda essa nova Tana reesurgindo, Tenso se dá conta do que estava perdendo e decidi demitir Flores. Flores diz que também se apaixonou por ela, mas por ser profissional abandona o caso. Tenso chega em casa e Tana fala que não pode mais fica com ele, ela chora. Tenso acha que é porque Flores a largou, mas não é. Ele confessa que contratou Flores, ela fica com raiva e vai embora.

Durante algumas cenas, vemos a terapia de casal entre Tana e Tenso, que por sinal, é uma das melhores partes. Se eles não falassem o nome da psicólogaa, poderíamos jurar que eles falam com o telespectador.

Só tenho a dizer que a sintonia é maravilhosa e no final, eles voltam, como todo bom filme romântico.
Amei o filme, fiquei emocionadinha, quero dvd e acho a história absurdamente real.

* Nota: 10

Soundtrack: Christian Meier - Angel del cuarto piso.