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sábado, 23 de janeiro de 2010
what's life about?
e cá estou, ouvindo Coldplay. Não que eu goste de Coldplay, na verdade, em algum momento de minha vida, passei a achar a banda a coisa mais odiosa e chata do mundo, principalmente porque, na minha opinião, achei uma banda muito melhor. A tal banda é Keane e me refiro a ela como uma versão de Coldplay 100% melhorada. E essas músicas estão aqui, e eu nem sabia que elas ainda existiam. São 3 e agora está na última, mas tenho a leve impressão de que estão tocando há pelo menos meia hora, e a sensação não é nada boa. Não sei porque exatamente, mas acho que me lembra coisas ruins ou coisas tão boas que sinto imensas saudades.
que a vida é estranha, todo mundo já sabe. Mas, cada dia eu me surpreendo mais e mais. Eu estou aqui, de férias, e posso ver todos os filmes que quero e ler os milhares livros da minha lista, mas fico na inércia. Um livro aqui, outro ali e um filme aqui e outro ali. Nada tão intenso e agitado como eu realmente gostaria. E quando tudo começar de novo, quando toda correria e agitação voltarem a ser parte da rotina eu vou desejar desesperadamente ter tempo para ler os inúmeros livros e ver os incontáveis filmes.
acho que eu sou daquelas pessoas que gosta de conquistar as coisas não para tê-las e aproveitar, mas só pela batalha de conquistar. Sabe? Eu quero algo bem difícil e que exija bastante de mim. Durante o percurso da história, eu digo que não vou conseguir. Tudo bem, em alguns casos eu consigo. E quando consigo? Não parece tão brilhante quanto antes. Estou vivendo um exemplo disso esses dias. Passei em engenharia mecânica no Cefet. Tô feliz, tá. É um curso que eu gosto bastante e é uma instituição pública, boa e na qual eu quis estudar desde que me entendo por gente. Me sinto melhor ainda porque a concorrência era de 23/1. Digna de um curso de Direito. Mas, em alguns momentos eu só penso "e daí?".
estou alternando dias em que engenharia mecânica é a melhor profissão que eu poderia ter escolhido e em outros momentos, eu tenho dúvidas. Não posso dizer o quanto me sinto empolgada para o início das aulas, principalmente das de desenho técnico. Ô, felizmente poderei aprender a desenhar algumas coisas (manualmente) e "desenhar" projetos no computador. Sim, sim, existe algo para compensar minha péssima coordenação motora. Eu vou poder projetar carros high-tech, bicicletas ecológicas, brinquedos educativos, a porra que eu quiser. E é o que eu quis por muito tempo e continuo querendo. Mas, só tenho medo. Um medo imenso de não ser tudo aquilo que eu esperei, de ser mais difícil do que eu penso (mas tudo bem, eu amo dificuldades).
isso aqui tá meio confuso, mas no final de tudo, só posso dizer que minha vida está confusa. Uma indefinição de sentimentos que eu espero que passe logo, viu.
Soundtrack: Guns 'n Roses - Chinese Democracy.
que a vida é estranha, todo mundo já sabe. Mas, cada dia eu me surpreendo mais e mais. Eu estou aqui, de férias, e posso ver todos os filmes que quero e ler os milhares livros da minha lista, mas fico na inércia. Um livro aqui, outro ali e um filme aqui e outro ali. Nada tão intenso e agitado como eu realmente gostaria. E quando tudo começar de novo, quando toda correria e agitação voltarem a ser parte da rotina eu vou desejar desesperadamente ter tempo para ler os inúmeros livros e ver os incontáveis filmes.
acho que eu sou daquelas pessoas que gosta de conquistar as coisas não para tê-las e aproveitar, mas só pela batalha de conquistar. Sabe? Eu quero algo bem difícil e que exija bastante de mim. Durante o percurso da história, eu digo que não vou conseguir. Tudo bem, em alguns casos eu consigo. E quando consigo? Não parece tão brilhante quanto antes. Estou vivendo um exemplo disso esses dias. Passei em engenharia mecânica no Cefet. Tô feliz, tá. É um curso que eu gosto bastante e é uma instituição pública, boa e na qual eu quis estudar desde que me entendo por gente. Me sinto melhor ainda porque a concorrência era de 23/1. Digna de um curso de Direito. Mas, em alguns momentos eu só penso "e daí?".
estou alternando dias em que engenharia mecânica é a melhor profissão que eu poderia ter escolhido e em outros momentos, eu tenho dúvidas. Não posso dizer o quanto me sinto empolgada para o início das aulas, principalmente das de desenho técnico. Ô, felizmente poderei aprender a desenhar algumas coisas (manualmente) e "desenhar" projetos no computador. Sim, sim, existe algo para compensar minha péssima coordenação motora. Eu vou poder projetar carros high-tech, bicicletas ecológicas, brinquedos educativos, a porra que eu quiser. E é o que eu quis por muito tempo e continuo querendo. Mas, só tenho medo. Um medo imenso de não ser tudo aquilo que eu esperei, de ser mais difícil do que eu penso (mas tudo bem, eu amo dificuldades).
isso aqui tá meio confuso, mas no final de tudo, só posso dizer que minha vida está confusa. Uma indefinição de sentimentos que eu espero que passe logo, viu.
Soundtrack: Guns 'n Roses - Chinese Democracy.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
falta pouco para eu ter um problema de coração.
Veja só, hoje saiu a lista dos aprovados do Cefet e meu nome não estava lá. Quando eu olho meu boletim de desempenho:
Veja só, hoje saiu a lista dos aprovados do Cefet e meu nome não estava lá. Quando eu olho meu boletim de desempenho:
Exame de Seleção
Vestibular 2010
INSCRICAO: 85698
NOME: MELINA FERNANDES SANTOS SOARES
IDENTIDADE: *********
CURSO: ENGENHARIA INDUSTRIAL MECÂNICA - SALVADOR
ENSINO MÉDIO: privado
ETNIA: afrodescendente
SITUAÇÃO PRIMEIRA ETAPA (OBJETIVA): SELECIONADO GERAL
SITUAÇÃO SEGUNDA ETAPA (REDAÇÃO): NAO CLASSIF 1 CHAM
NOTA OBJETIVA: 66.0714285714286
NOTA REDAÇÃO: 80
NOTA FINAL : 71.6428571428571
CLASSIFICAÇÃO GERAL:9
E são 30 VAGAS, sendo que agora saíram 15 nomes do I semestre e depois saem mais 15 do II. Então, como é? Como eu fiquei em nono e meu nome não está lá? Será que eu estou no II semestre? Será que são 7 cotistas e 8 não-cotistas no I semestre e 7 não cotistas e 8 cotistas no segundo semestre? Me fazendo ser 1ª do II semestre?
ODEIO
RAIVA
MAS ESPERO TER PASSADO, ORAÇÃO PLEASE!
e é feriado em Salvador, só posso ligar pra lá amanhã.
NOME: MELINA FERNANDES SANTOS SOARES
IDENTIDADE: *********
CURSO: ENGENHARIA INDUSTRIAL MECÂNICA - SALVADOR
ENSINO MÉDIO: privado
ETNIA: afrodescendente
SITUAÇÃO PRIMEIRA ETAPA (OBJETIVA): SELECIONADO GERAL
SITUAÇÃO SEGUNDA ETAPA (REDAÇÃO): NAO CLASSIF 1 CHAM
NOTA OBJETIVA: 66.0714285714286
NOTA REDAÇÃO: 80
NOTA FINAL : 71.6428571428571
CLASSIFICAÇÃO GERAL:9
E são 30 VAGAS, sendo que agora saíram 15 nomes do I semestre e depois saem mais 15 do II. Então, como é? Como eu fiquei em nono e meu nome não está lá? Será que eu estou no II semestre? Será que são 7 cotistas e 8 não-cotistas no I semestre e 7 não cotistas e 8 cotistas no segundo semestre? Me fazendo ser 1ª do II semestre?
ODEIO
RAIVA
MAS ESPERO TER PASSADO, ORAÇÃO PLEASE!
e é feriado em Salvador, só posso ligar pra lá amanhã.
domingo, 10 de janeiro de 2010
=)
estou em Itabuna e tô gostando. Tirando a primeira impressão de uma rodoviária escura, a cidade é muito bonitinha e tem um rio lindo que corta a cidade.
se nada der certo e eu tiver que morar aqui, não chilicarei não. E também, tô apaixonada pelo curso de LEA, né?
mas claro, amo Salvador, ainda.
se nada der certo e eu tiver que morar aqui, não chilicarei não. E também, tô apaixonada pelo curso de LEA, né?
mas claro, amo Salvador, ainda.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Indefinição de sentimentos
Liev apertou os olhos. O sol estava mais forte do que nunca, e acordar com aquele brilho nos olhos doía. Apertou os olhos novamente, a cabeça doía. "Quem está batendo na porta essa hora?". Olhou rapidamente para o seu relógio de pulso, que marcava 11h37. "Tudo bem, tudo bem. Não é tão tarde assim".
Saiu correndo, descalço, apenas tinha a parte de baixo do moletom. Abriu a porta. Era Nina. O coração bateu mais forte, quando a viu, apertou-a com força. Nina estava viajando há um mês, havia ido para Rússia. "Não quero não. Sinceramente, não suporto a idéia de te perder. O que temos hoje é muito bom. Quem garante que daqui há um mês teremos o mesmo?". Foi o que Liev disse quando ela foi embora. Nina apenas ignorou. "Perder uma oportunidade de curso? Por um homem? Nunca".
Liev pegou a mala e a mochila de Nina. Pouca bagagem. Era uma das características que Liev admirava em Nina. Era prática, diferentemente das outras mulheres que precisavam de milhares de malas para viajar. Nina não tinha nada disso. Liev nunca precisou esperar horas enquanto Nina se arrumava. Se o encontro estava marcado para às 23h, 23h eles estavam saíndo para o local planejado.
Quando colocou as malas no chão, Liev beijou-a na boca com força. "Hum, frio. Talvez seja algo russo, vai saber". Quis conversar, mas Nina estava com uma cara um tanto quanto estranha. "Por quê não me avisou que iria chegar? Eu poderia ter te pego no aeroporto...não teria trabalho algum e...". "Não, não. Você sabe que não gosto de depender de ninguém, sou independente".
Liev pensou: "se trazia tanto mal humor por quê não foi para sua casa?" Aí Liev lembrou. Nina morava de aluguel e seu prazo venceu enquanto ela viajava. Havia convidado-a para ficar na sua casa. Nina aceitou, dizendo que era coisa de no máximo três dias, porque ela não gostava de depender dos outros e...
"Mas como foi lá na viagem, Nina? Sabe, senti bastante saudade. A gente se falou pouco e você também não fez questão de responder meus e-mails". Sendo fria como fosse, Liev abraçou-a novamente. Passou todo seu calor para ela. Ela era fria, arrogante, rude, chata, mas amava-a. O amor não tem dessas coisas. Certo? Nina não correspondeu ao abraço caloroso. Liev não se importou muito. O importante era que ela conseguisse receber o calor que ele tentava transmitir. "A viagem foi muito boa. O curso foi melhor do que eu pensava, sabia? A minha turma era maravilhosa. Pude melhorar bastante o russo, porque não sei...ainda acho que há algo errado na minha pronúncia. Mas, fiz ótimos amigos. É. Acho que posso dizer isso. Marcamos até o próximo encontro." Como assim? Nina havia feito amigos? E planeja um reecontro? Liev não acreditou no que ouviu, só pensou consigo mesmo "ela nem justificou o motivo de não responder os meus e-mails".
"Liev, você se importa? Estou cansada. Vou tomar um banho. E ah, posso deitar no sofá?". "Claro, mas não deite no sofá. Deite na minha cama. Como acordei agora, está um pouco bagunçada. Ainda estou com um pouco de sono também. Posso deitar com você?". "Não acho que seja uma boa idéia. Preciso realmente dormir. Quem sabe outra hora?".
Nina apenas deixou o cômodo e tomou seu banho. Se direcionou para o quarto. Nem um beijo, nem uma breve despedida, nem nada. Liev ignorou, ligou a televisão e deitou no sofá.
Liev não tinha dificuldade em dormir com a televisão ligada, estava acostumado. Mas, qualquer barulho diferente ao da tv fazia com que ele acordasse repentinamente. Ouviu um barulho que vinha da cozinha, parecia ser a cafeteira. Olhou o relógio de pulso, 16h54. Passou pelo banheiro e decidiu ignorar Nina também. Escovou os dentes, tomou um banho rápido e saiu. Direcionou-se para cozinha.
"Fazendo café?". "É. Dormi pouco. Achei que estava com bastante sono, mas me enganei". "Nina, você está bem? Você está estranha. Não que você não seja estranha, mas...". Liev tentou ser engraçado, mas Nina não deu nem um sorriso. "Sabe Liev, estou indo embora daqui a pouco. Acho que vou ficar num hotel mesmo, sabe?". "O que houve, Nina?". "Acabei encontrando um brasileiro no meu curso, ficamos muito amigos porque eramos os únicos brasileiros da sala. O nome dele é Valentim e...". Enquanto Rhaissa falava, Liev pensou "Vigoroso. Valentim significa vigoroso. Diferentemente do que sou". "...e sabe Liev? Eu acabei gostando dele. E tivemos um relacionamento por lá. Acho que o que temos, eu e você, nunca existiu né? Você sempre viveu colado em mim e nunca gostei disso...". Liev, em seus pensamentos:"Colado? Acertou em cheio Nina. Meu nome, Liev, significa colado".
"O fato é que, Liev, vamos ser sinceros? Eu só estava com você porque não achava nada melhor. E você também não sentia nada muito forte por mim, não é? Então acho que nenhum de nós pode sair machucado dessa história e...Liev, você está me ouvindo?". Liev estava perdido em seus pensamentos. "Liev!". "Oi Nina oi. Desculpa". "É Liev, estou falando, me escuta? Ou seja, não tinhamos nada forte, não é? O que você sente por mim?". "Amor Nina, puro amor". "Que bom Liev. Você não sairá machucado dessa história. O que sinto por Valentim é muito mais forte".
Nina pegou a xícara, as malas e fechou a porta.
Soundtrack: Dido - See You When You're 40.
Saiu correndo, descalço, apenas tinha a parte de baixo do moletom. Abriu a porta. Era Nina. O coração bateu mais forte, quando a viu, apertou-a com força. Nina estava viajando há um mês, havia ido para Rússia. "Não quero não. Sinceramente, não suporto a idéia de te perder. O que temos hoje é muito bom. Quem garante que daqui há um mês teremos o mesmo?". Foi o que Liev disse quando ela foi embora. Nina apenas ignorou. "Perder uma oportunidade de curso? Por um homem? Nunca".
Liev pegou a mala e a mochila de Nina. Pouca bagagem. Era uma das características que Liev admirava em Nina. Era prática, diferentemente das outras mulheres que precisavam de milhares de malas para viajar. Nina não tinha nada disso. Liev nunca precisou esperar horas enquanto Nina se arrumava. Se o encontro estava marcado para às 23h, 23h eles estavam saíndo para o local planejado.
Quando colocou as malas no chão, Liev beijou-a na boca com força. "Hum, frio. Talvez seja algo russo, vai saber". Quis conversar, mas Nina estava com uma cara um tanto quanto estranha. "Por quê não me avisou que iria chegar? Eu poderia ter te pego no aeroporto...não teria trabalho algum e...". "Não, não. Você sabe que não gosto de depender de ninguém, sou independente".
Liev pensou: "se trazia tanto mal humor por quê não foi para sua casa?" Aí Liev lembrou. Nina morava de aluguel e seu prazo venceu enquanto ela viajava. Havia convidado-a para ficar na sua casa. Nina aceitou, dizendo que era coisa de no máximo três dias, porque ela não gostava de depender dos outros e...
"Mas como foi lá na viagem, Nina? Sabe, senti bastante saudade. A gente se falou pouco e você também não fez questão de responder meus e-mails". Sendo fria como fosse, Liev abraçou-a novamente. Passou todo seu calor para ela. Ela era fria, arrogante, rude, chata, mas amava-a. O amor não tem dessas coisas. Certo? Nina não correspondeu ao abraço caloroso. Liev não se importou muito. O importante era que ela conseguisse receber o calor que ele tentava transmitir. "A viagem foi muito boa. O curso foi melhor do que eu pensava, sabia? A minha turma era maravilhosa. Pude melhorar bastante o russo, porque não sei...ainda acho que há algo errado na minha pronúncia. Mas, fiz ótimos amigos. É. Acho que posso dizer isso. Marcamos até o próximo encontro." Como assim? Nina havia feito amigos? E planeja um reecontro? Liev não acreditou no que ouviu, só pensou consigo mesmo "ela nem justificou o motivo de não responder os meus e-mails".
"Liev, você se importa? Estou cansada. Vou tomar um banho. E ah, posso deitar no sofá?". "Claro, mas não deite no sofá. Deite na minha cama. Como acordei agora, está um pouco bagunçada. Ainda estou com um pouco de sono também. Posso deitar com você?". "Não acho que seja uma boa idéia. Preciso realmente dormir. Quem sabe outra hora?".
Nina apenas deixou o cômodo e tomou seu banho. Se direcionou para o quarto. Nem um beijo, nem uma breve despedida, nem nada. Liev ignorou, ligou a televisão e deitou no sofá.
Liev não tinha dificuldade em dormir com a televisão ligada, estava acostumado. Mas, qualquer barulho diferente ao da tv fazia com que ele acordasse repentinamente. Ouviu um barulho que vinha da cozinha, parecia ser a cafeteira. Olhou o relógio de pulso, 16h54. Passou pelo banheiro e decidiu ignorar Nina também. Escovou os dentes, tomou um banho rápido e saiu. Direcionou-se para cozinha.
"Fazendo café?". "É. Dormi pouco. Achei que estava com bastante sono, mas me enganei". "Nina, você está bem? Você está estranha. Não que você não seja estranha, mas...". Liev tentou ser engraçado, mas Nina não deu nem um sorriso. "Sabe Liev, estou indo embora daqui a pouco. Acho que vou ficar num hotel mesmo, sabe?". "O que houve, Nina?". "Acabei encontrando um brasileiro no meu curso, ficamos muito amigos porque eramos os únicos brasileiros da sala. O nome dele é Valentim e...". Enquanto Rhaissa falava, Liev pensou "Vigoroso. Valentim significa vigoroso. Diferentemente do que sou". "...e sabe Liev? Eu acabei gostando dele. E tivemos um relacionamento por lá. Acho que o que temos, eu e você, nunca existiu né? Você sempre viveu colado em mim e nunca gostei disso...". Liev, em seus pensamentos:"Colado? Acertou em cheio Nina. Meu nome, Liev, significa colado".
"O fato é que, Liev, vamos ser sinceros? Eu só estava com você porque não achava nada melhor. E você também não sentia nada muito forte por mim, não é? Então acho que nenhum de nós pode sair machucado dessa história e...Liev, você está me ouvindo?". Liev estava perdido em seus pensamentos. "Liev!". "Oi Nina oi. Desculpa". "É Liev, estou falando, me escuta? Ou seja, não tinhamos nada forte, não é? O que você sente por mim?". "Amor Nina, puro amor". "Que bom Liev. Você não sairá machucado dessa história. O que sinto por Valentim é muito mais forte".
Nina pegou a xícara, as malas e fechou a porta.
Soundtrack: Dido - See You When You're 40.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Help!
Sei lá, eu poderia dizer que não estou chateada, que o fato de vê-lo ouvindo músicas que eu mandei me acalmou, mas não.
Acho que tenho alguma fissura ou uma doença muito grave quanto à resposta de e-mails. Se eu mandei um e-mail que merece resposta, fico extremamente angustiada enquanto não recebo tal resposta. Fico angustiada do mesmo jeito quando eu atraso décadas para responder um e-mail. Acho que em algum momento da minha vida li que demorar de responder e-mail caracteriza falta de educação e de apreço pelo remetente. Isso ficou na memória, sabe-se lá porque.
Talvez seja pura noía da minha parte. Mas, você começa a pensar que alguma coisa anda realmente errada quando você manda um e-mail fofinho e não recebe nada em troca. Um e-mail sem mau-humor, sem reclamações e cheio de energia positiva, coisa que não é rotina no seu dia a dia.
Ou será que eu crio expectativas demais sobre as pessoas?
Agora só posso dizer que me sinto extremamente confusa e me pergunto se não estou levando a sério demais algo que não merece tanto crédito assim. Sabe aquela sensação de que você gosta de uma pessoa mais do que ela de você? Não é que a pessoa não goste de você, mas simplesmente não é do mesmo jeito que você gosta dela.
E olha, eu até tento. Eu tento seguir como li no livro Morrie's Lessons, que diz "...or how we feel a surge of love for a partner but we don't say anything because we're frozen with the fear of what those words might do to the relationship". Tá, no meu caso não é relacionamento amoroso, mas o princípio é o mesmo.
Porque poucas vezes em minha vida eu tive a sensação de "caralho, quero ter esse amigo para o resto da minha vida". Não sou muito fã de pessoas ou seja, para achar uma que eu realmente goste e ache especial é muito difícil.
E eu achei uma. Lá do outro lado do mundo, entre tantas opções aqui na minha cidade, mas achei. E sinto puro amor, puro carinho e vontade de abraçar eternamente por esse cara que tanto me ajuda nos momentos em que eu tô mal, que toca musiquinhas fofinhas via msn, que me apresentou Beatles e que me lembra diariamente que a vida tem que ser vivida e que as reclamações e problemas devem ser deixados de lado.
Porque eu admiro ele de uma forma diferente de como admirei aqueles que passaram por minha vida. Quem é que tem coragem de trabalhar por pouco menos de um ano, não gastar com coisas superficiais e depois desses meses de trabalho larga o emprego? Simplesmente porque já foi escravo o suficiente e merece um tempo de descanso e dedicação para si na vida. Sei lá, você pode achar que isso é um jeito porra louca de viver mas é o que eu sempre quis pra mim e não sei se vou conseguir. Sério. Trabalhar e pronto. Tenho dinheiro, posso descansar por enquanto, posso sair, posso dormir, posso sorrir mais, posso ler meus livros e quando tudo isso acabar aí sim, eu me estresso de novo e volto ao trabalho novamente.
Agora eu já escrevi tantas coisas positivas sobre esse amigo especial, que desisti da idéia inicial do post. Porque há alguns minutos atrás tinha falado com minha amiga que ia deixá-lo de lado, que ia me afastar porque mereço. Mas quem disse que eu consigo?
Sei lá, só espero resolver isso o mais breve possível.
Eu sei D., que você é meio instável, mas ô: você tem uma amiga que não suporta lidar com instabilidade.
Soundtrack: The Beatles - Help!
Acho que tenho alguma fissura ou uma doença muito grave quanto à resposta de e-mails. Se eu mandei um e-mail que merece resposta, fico extremamente angustiada enquanto não recebo tal resposta. Fico angustiada do mesmo jeito quando eu atraso décadas para responder um e-mail. Acho que em algum momento da minha vida li que demorar de responder e-mail caracteriza falta de educação e de apreço pelo remetente. Isso ficou na memória, sabe-se lá porque.
Talvez seja pura noía da minha parte. Mas, você começa a pensar que alguma coisa anda realmente errada quando você manda um e-mail fofinho e não recebe nada em troca. Um e-mail sem mau-humor, sem reclamações e cheio de energia positiva, coisa que não é rotina no seu dia a dia.
Ou será que eu crio expectativas demais sobre as pessoas?
Agora só posso dizer que me sinto extremamente confusa e me pergunto se não estou levando a sério demais algo que não merece tanto crédito assim. Sabe aquela sensação de que você gosta de uma pessoa mais do que ela de você? Não é que a pessoa não goste de você, mas simplesmente não é do mesmo jeito que você gosta dela.
E olha, eu até tento. Eu tento seguir como li no livro Morrie's Lessons, que diz "...or how we feel a surge of love for a partner but we don't say anything because we're frozen with the fear of what those words might do to the relationship". Tá, no meu caso não é relacionamento amoroso, mas o princípio é o mesmo.
Porque poucas vezes em minha vida eu tive a sensação de "caralho, quero ter esse amigo para o resto da minha vida". Não sou muito fã de pessoas ou seja, para achar uma que eu realmente goste e ache especial é muito difícil.
E eu achei uma. Lá do outro lado do mundo, entre tantas opções aqui na minha cidade, mas achei. E sinto puro amor, puro carinho e vontade de abraçar eternamente por esse cara que tanto me ajuda nos momentos em que eu tô mal, que toca musiquinhas fofinhas via msn, que me apresentou Beatles e que me lembra diariamente que a vida tem que ser vivida e que as reclamações e problemas devem ser deixados de lado.
Porque eu admiro ele de uma forma diferente de como admirei aqueles que passaram por minha vida. Quem é que tem coragem de trabalhar por pouco menos de um ano, não gastar com coisas superficiais e depois desses meses de trabalho larga o emprego? Simplesmente porque já foi escravo o suficiente e merece um tempo de descanso e dedicação para si na vida. Sei lá, você pode achar que isso é um jeito porra louca de viver mas é o que eu sempre quis pra mim e não sei se vou conseguir. Sério. Trabalhar e pronto. Tenho dinheiro, posso descansar por enquanto, posso sair, posso dormir, posso sorrir mais, posso ler meus livros e quando tudo isso acabar aí sim, eu me estresso de novo e volto ao trabalho novamente.
Agora eu já escrevi tantas coisas positivas sobre esse amigo especial, que desisti da idéia inicial do post. Porque há alguns minutos atrás tinha falado com minha amiga que ia deixá-lo de lado, que ia me afastar porque mereço. Mas quem disse que eu consigo?
Sei lá, só espero resolver isso o mais breve possível.
Eu sei D., que você é meio instável, mas ô: você tem uma amiga que não suporta lidar com instabilidade.
Soundtrack: The Beatles - Help!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Acho que no fundo no fundo eu queria dizer que estou entrando em colapso nervoso, comendo meus dedos, mastigando os fios de cabelo, mas não. Ainda não estou assim. Estou até bem, tranquila e calma com a prova do vestibular no final de semana.
Provavelmente, toda essa sensação livre, de dever cumprido e de frescor ao realizar as questões de matemática seja por causa do maravilhoso conselho do professor de física. "Perder no vestibular não é defeito não. Relaxe. Não depende só de você, não é culpa sua. Só esteja consciente de que fez sua parte". Porque, preciso de um professor assim, viu? E ele só foi meu professor por 15 dias. Enquanto tive outro ridículo, falando ao longo do ano que perder no vestibular era coisa de fracassado e derrotista. Idiota este. Antes tinha medo desse professor, chorava. Agora...só é indiferença e pena.
No mais, que surjam mais professores como o outro lá, o alegre, o "bonitão", o feliz e o que demonstra que gosta do que faz.
E que eu seja assim, né?
Quando eu pensar em desistir de fazer matemática, que eu me lembre dos maravilhosos professores e esqueça das antas que passsaram por minha vida.
Soundtrack: Christian Meier - Angel del Cuarto Piso.
Provavelmente, toda essa sensação livre, de dever cumprido e de frescor ao realizar as questões de matemática seja por causa do maravilhoso conselho do professor de física. "Perder no vestibular não é defeito não. Relaxe. Não depende só de você, não é culpa sua. Só esteja consciente de que fez sua parte". Porque, preciso de um professor assim, viu? E ele só foi meu professor por 15 dias. Enquanto tive outro ridículo, falando ao longo do ano que perder no vestibular era coisa de fracassado e derrotista. Idiota este. Antes tinha medo desse professor, chorava. Agora...só é indiferença e pena.
No mais, que surjam mais professores como o outro lá, o alegre, o "bonitão", o feliz e o que demonstra que gosta do que faz.
E que eu seja assim, né?
Quando eu pensar em desistir de fazer matemática, que eu me lembre dos maravilhosos professores e esqueça das antas que passsaram por minha vida.
Soundtrack: Christian Meier - Angel del Cuarto Piso.
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